O Incansável Jack White

25 05 2007

Jack White é um cara bacana. Mais do que isso, faz coisas extraordinárias, pra não dizer outra coisa. O som que ele tira de sua “simples” guitarra beira o normal. Ai une-se a ele Meg White, única parceira do White Stripes, que também não deixa por menos, tem um batida característica, uma pegada que é perfeita para o que Jack White faz. Ambos se completam, fazem um som interessantíssimo e o novo single não decepciona.

Divulgação ©

A dupla já passou pelo Brasil cerca de…não faço idéia, foram inúmeras vezes e eu não vi nenhum show deles (dois dedos em forma de gatilho apontados pra cabeça). Mas como os shows deles por aqui foram mais do que bem recebidos (além de históricos num caso particular), é certo que haverá uma passagem em terras tupiniquins na turnê que promoverá Icky Thump, mais novo álbum da dupla listrada. Agora, quanto ao incansável Jack White que eu me referia, isso eu digo pelo simples fato de esse cara não descansar.

Ele simplismente NÃO tira folga. Entre o último álbum do White Stripes (Get Behind Me Satan) e este novo, como vocês devem saber, Jack mostrou ao mundo seu projeto paralelo com Brendan Benson, The Raconteurs. Não sei daonde ele tira esses nomes bizarros, mas onde o Sr. White bota a mão, a coisa vira ouro. Este projeto paralelo deu tão certo que chegou-se a especular que o White Stripes estava com os dias contados, mas Jack afirmou veementemente que continuaria firme e forte na banda que o projetou internacionalmente, e cumpriu com a palavra.

“Icky Thump” (Faixa-título do álbum e primeiro single)





Ah, Os Fumantes…

24 05 2007

- Por quê você fuma? Você sabe que faz mal à saúde.
- Ah, mas tem tanta coisa que faz mal, uma a mais uma a menos não vai fazer mal a ninguem…

Típico argumento imbecil utilizado por 5 a cada 10 fumantes no mundo, estatística livremente criada por mim.

Ledo engano. Quem fuma em público é um filho-da-puta egoísta. E o pior é que quando um fumante é abordado pra apagar o cigarro ele ainda tem A MORAL de querer discutir isso. Fumaça de cigarro é uma parada insuportável, em estabelecimentos fechados então, nem se fala. A vontade que eu tenho é de pegar um taco de beisebol e dar na cabeça dessa tribo das chaminés ambulantes. Quer fumar? Fume o quanto quiser, mas fume em casa, sufoque-se com sua própria fumaça.

É essa a lei que recentemente entrou em vigor no condado de Santa Monica. Ta proibido fumar em público lá. Fulano que quiser fumar vai ter que fumar em casa.

Quando eu costumo entrar em discussões com fumantes, os meus argumentos costumam ser : cigarro faz mal, gasto de dinheiro exorbitante ao longo dos anos, hálito comparável ao Rio Tietê (tá vai, acho que o rio cheira melhor) e principalmente essa falta de educação em fumar ao lado de pessoas que não fumam. As réplicas se dão por : foda-se que faz mal, o dinheiro é meu, a namorada é minha e no ponto de afetar a saúde dos fumantes passivos as opiniões ficam divididas. Uns falam que quando pedem pra eles apagar o cigarro, eles apagam imediamente. Outros responderam com a seguinte grosseria : “A fumaça do meu cigarro te incomoda? Sai de perto então.” E é geralmente isso que eu faço mesmo, eu nem peço pra pessoa apagar o cigarro, deveria vir DELA o bom senso e a consciência mínima de que aquele assassino social incomoda quem não é adepto dele, e como.

Acredito eu que a maioria dos seres humanos que habitam este planeta não fumam, talvez eu esteja enganado, mas pouco importa. É uma questão de bom senso, uma questão de respeito mútuo. Óbvio que se dependesse de mim não existiria mais cigarro no mundo, mas o livre arbítrio foi feito pra isso, pra cada um botar na sua boca o que quiser, mas dentro de seus limites. A liberdade de um termina quando invade a de outro, simples assim.

Essas leis anti-fumo vão se espalhar, quando vão chegar aqui? Questão de tempo. Mas é lógico que nos próximos 100 anos as empresas de tabaco vão continuar produzindo mais e mais assassinos sociais (não vejo melhor termo pra definir o cigarro) e a hipocrisia do cigarro não ser considerada uma droga vai continuar. Oras bolas, por quê Maconha, LSD e ecstasy são consideradas drogas e cigarro não? Por quê não nutrem um vício? Não é de hoje que interesses comercais falam mais alto (e vão continuar falando) do que a saúde da população em geral. Resta a gente enfiar os fumantes em fumódromos e sorrir.





Você sabia? Nem eu.

13 05 2007

Se hoje já é assim, não consigo nem imaginar como será o futuro das próximas gerações.





Carteira de Computadorista

8 05 2007

Sim, isso mesmo. Não estou falando de carteira de motorista, nem de manobrista, ou qualquer ista que esteja em seu caminho. Carteira de Computadorista. Essa bu*eta deveria ser regulamentada. Deviam fazer uma bateria de exames psicológicos nos interessados em acessar a rede mundial de computadores, porquê não importa o quanto você tente fugir de fóruns, salas de bate-papo (coisa bem paleozóica), enfim, qualquer meio que deixe mais de três seres acéfalos discutirem qualquer assunto, mas peraê eles não tem cérebro, como podem fazer qualquer coisa?

Ah meu caro amigo, nem a ciência explica.

Hoje em dia tirar carteira de motorista é o equivalente a tirar porte de arma, então usar a internet sem nenhum propósito produtivo é proporcional a lançar 75 mil bombas atômicas contra a própria terra. Exageros a parte, o que eu quero dizer é que a internet tem um puta potencial pra uma infinidade de coisas, e pasmem, até o orkut tem lá suas utilidades, bem uma ou outra comunidade que tenha em pauta discussões como : “Bata sua cabeça no teclado e poste o resultado”.

Se existisse uma estatística que medisse o nível de produtividade dos usuários, eu não ficaria surpreso se mais de 80 % estivessem produzindo vacúos digitais. Claro que nos dias de hoje algumas empresas no ramo de TI vem adotando a estratégia de deixar seus funcionários trabalharem a partir de casa, portanto o uso de MSN, Skype, ou qualquer outro comunicador instantâneo torna-se indispensável. Mas pra alguns a falta de semancol é gritante, a tal ponto de eles abrirem arquivos executáveis recebidos via e-mail da mesma maneira que abrem uma garrafa de água, ai acontece o seguinte : dados bancários roubados através de keyloggers (prática “antiga” mas sempre tem alguém disposto a fazer jus a eles), informações pessoais das mais simples até as mais sigilosas e a mãe-de-todas-as-conseqüências que é o computador destas virar um servidor de ataque DDoS (ataque de negação(?)), trocando em miúdos, o computador delas se torna um “zumbi” na rede que age enviando “pacotes” para derrubar sites do ar, mas é ai que ta o problema, não é um único computador, são MILHARES ou sei lá quantos e o pior de tudo é que essa galera nem imagina que seu computador seja “um dos” responsáveis pela sobrecarga de determinado site (escolhido obviamente por quem quer tirá-lo do ar), que eventualmente acaba caindo mesmo.

ok
Se a internet se expande é graças a este cidadão aqui

Minha explicação foi bem superficial até porquê li pouco sobre o assunto, porém eu fico intrigado com tudo isso pelo fato de receber semanalmente inúmeros e-mails que à primeira vista parecem legítimos, só que dando uma simples passada do mouse em cima do link para (atualização de cadastro, envio de dados pra ganhar na loteria, etc) dá pra perceber que é um link totalmente fora do contexto da mensagem e a extensão dos arquivos costuma ser .scr ou .exe, pode ter outras extensões também.

Até certo ponto eu entendo quando acontece esses casos infelizes de abrir arquivos mal-intencionados (tadinhos, os arquivos são bonzinhos, quem faz eles assim são seus criadores), isso devido ao fato do pessoal que manda eles em alguns casos ser tão elaborado que fica quase que impossível tirar a autenticidade do e-mail de um banco para seus clientes, por exemplo, mas já recebi tentativas realmente IDIOTAS de fazer até o usuário mais leigo dar risada. Felizmente eu acho que todo mundo em geral vem tomando consciência sobre essas – vamos dizer – fraudes virtuais, portanto acaba sendo às vezes apenas mais um e-mail na caixa de spam que ou é denunciado (pra que seja definitivamente bloqueado no servidor central) ou simplesmente apagado.





Los Treze Sentidos

4 05 2007

Só mesmo via internet para encontrar novidades bacanas no mundo da música, isso aliado ao boca-a-boca evidentemente. A indústria fonográfica tem sim seus pontos em relação ao que rola com a pirataria, divulgação de conteúdos sem permissão (vide a quantidade enorme de videos removidos do YouTube), vazamento de álbuns (coisa que tem sido comum desde 2002?), etc. Esse é um lado da moeda.
No outro lado a gente tem preços abusivos cobrados para CDs, DVDs e como se justifica tudo isso? Bom, se pensarmos direito veremos que na produção de um álbum tem-se bem mais que cinco integrantes e um produtor envolvidos. Tem a parte artística de criação da capa, pessoas trabalhando na parte burocrática e claro a industrialização, ou melhor, a multiplicação global nas fábricas que cospem não sei quantos milhares de CD por minuto para que possam atender à “demanda”. Demanda entre aspas justamente pelo fato de ter diminuido drasticamente (?) depois da era napster, o resto todo mundo já sabe.

Será que os executivos de alto escalão vem se tocando que o melhor a fazer é tirar proveito do que a internet tem pra oferecer e não lutar contra? Aparentemente sim. Já virou relativamente comum encontrar no YouTube inúmeros videos de campanhas publicitárias postados por agências com um logotipo estilizado pra elas, clipes de bandas, trailers de filmes com destaque na página inicial do YouTube que até onde eu me lembro recebe, leiam isto com atenção, nada mais, nada menos que 100 milhões de visitas diárias. No MySpace em formato streaming trilhas sonoras de filmes, albuns completos, entre outros já viraram ponta pé inicial de divulgação de materiais de bandas consagradas e de outras um pouco menos.

O fato é que a internet conecta os continentes, isso todo mundo já ta careca de saber, mas alguns insistem em bater na tecla de que isso só vem causando danos para alguns setores que alegam ter sua sobrevivência baseada na venda de álbuns PALPÁVEIS, ou seja, vendidos fisicamente. Os próprios artistas admitem que seus lucros vem dos shows realizados durante turnês de divulgação de seus materiais lançados, e pouca lucratividade no que se diz respeito à venda de cds.

Banda bem boa que eu encontrei essas últimas semanas, que na minha opinião tem um pouco de cada das seguintes bandas : Keane, Doves, Travis e Foo Fighters (Rodrigo Diniz do blog Ultraego reconheceu essa). A banda se chama Thirteen Senses, proveniente da inglaterra faz um som que inicialmente possa parecer conhecido, até mesmo ultrapassado talvez, mas acho a proposta deles bem bacana.
O novo álbum deles saiu esse ano, chama-se “Contact”, dele já assimilei três faixas logo de cara bem bacanas : Contact (faixa-título), All The Love In Your Hands e Call Someone.

Clipe de In The Fire (tirado do primeiro álbum)





Gire em torno da sutileza

1 05 2007

Ah, a vida, como é bela. Tantas situações, tantos momentos, tantas satisfações, tantos depoimentos, vivemos na era da pressa. Perdemos o controle sobre o que falamos, sobre como falamos, sobre nossas atitudes, sobre nossas preponderâncias. Resmungamos sobre tudo. Nada foge de nosso alcance. Até mesmo aquilo que não queremos. Parece que é tudo pré-determinado. Temos um script a seguir, e quem não segue é severamente punido pelas convenções sociais. Convenções que mudam a todo instante, por nós mesmos, para favorecer a nossa imagem, nossos gestos, nossa fala. O amor virou data comercial. O que nos da vida e felicidade virou valor de troca, mas calma, ainda não estamos sendo vendidos em prateleiras de supermercados, ainda, repito.

Eu pessoalmente, não sei se estou em guerra comigo mesmo ou contra os ideais que eu vo contra. A moda agora é ser do contra, não cair no comodismo de ouvir e ficar calado, jamais. Para tudo temos uma resposta, até mesmo para o que a ciência já respondeu, a mesma ciência que nós a vemos como dona da verdade. Individualismo, imediatismo, sensacionalismo, modismo, comodismo, absolutismo, vivemos ou pelo menos temos plena certeza de que estamos na era dos ismos. O que pode se afirmar sem ter peso algum na consciência é que esta era é a do ceticismo. Nos negamos a ver verdades não só impostas aos nossos olhos, como as nossas vidas. Nada mais interessa além de sucesso, o resto que se foda. Moralismo paradoxal.

Julgamento.

Tudo o que fazemos é julgar e tomar decisões. Reflexão antes de dizer algo já perdeu pro imediatismo. Eu quero, eu posso, eu consigo, dane-se o resto mesmo que eu faça parte dele. Ciclo interminável de democracia, sistema que de tão coerente só tem feito os miseráveis cada vez mais presos a sua situação e os de situação mais favorável, mais favorecidos. Existe uma inércia social. Quem é rico, ficará mais rico, quem é pobre, ficará mais pobre. A obviedade é vista e julgada como correta, como justa.

Mas ninguém é inocente ou culpado. Nós próprios nos colocamos nesse xeque-mate sem volta. E reparem que o último golpe ainda não foi executado, porque no dia em que for voltaremos a Idade Média onde revolução era algo acima de um poder divino. Mas na verdade é mais confortável psicologicamente pensar que um dia todos serão iguais em todos os campos sociais, não haverá mais doença, não haverá mais guerras, não haverá mais intrigas, perfeição?

A grande verdade é que felizmente a maioria dos seres humanos que habitam esse planeta vem tomando consciência de seu papel, aquele papel que ta na biblioteca enfiado no meio de um monte de livros que ensinam como se deve viver.