Rodrigo y Gabriela

27 08 2007

Esse achado musical na verdade faz um tempo que eu “pesquei”, mas veio à tona novamente e acredito que eles vão ser adorados mundo afora logo logo, eles fazem um som que quem conhece ama, mas agora vai ficar mais conhecido ainda o tal desse folk rock. Ambos são guitarristas mexicanos baseados em Dublin, onde mostraram seu talento e foram imediatamente acolhidos e reconhecidos com fervor pelos irlandeses. Tanta fervorosidade que o álbum deles de estréia (2006) bateu os Arctic Monkeys e Johnny Cash nas paradas da Irlanda. De lá decolaram pra festivais europeus, EUA, Austrália, Nova-Zelândia, África do Sul e só agora falta América do Sul, o que logicamente inclui a pátria amada aqui.

Rod e Gab, Gab e Rod
Rodrigo Sánchez (guitarrista principal) y Gabriela Quintero (gutarrista rítmica), capiche?

Pra 2007 os feitos deles incluem abrir shows do Muse no Wembley Stadium, além de tocarem como headliners do palco Jazz World Stage em Glastonbury. Mas o ano ainda está longe de acabar para Rod e Gab que vão – literalmente – deliciar mais pessoas com seu estilo super rápido de tocar, aliado a um ritmo que dá uma versatilidade imensa para suas músicas crescerem de apresentação em apresentação.

Sem mais delongas, uma amostra do que eles são capazes :

“Tamacun”





Pra ouvir no talo : KASABIAN

25 08 2007

Um mero adendo, esse post foi escrito logo depois do video do show deles em Glastonbury cair nos BitTorrents das vida

Kasabian
Ian Matthews, Cris Edwards, Serge Pizzorno e Tom Meighan comandam a parada.

Simples e direto, coerente e correto, pegajoso e aditivo : lhes apresento (caso não conheçam), Kasabian. Banda inglesa de uma safra muito rica nos últimos três ou quatro anos. Eu desde sempre, sou muito transparente com audições de novas bandas. Ou eu gosto, ou eu não gosto. O Kasabian se encaixou na primeira opção como há muito tempo não acontecia comigo. Som diferente, eletrônico misturado com rock, pegada boa, ou como ficou comercialmente definido : new rave, não sei qual a relação do Kasabian com raves (sic), mas certamente não é a praia deles. Claro que não, a praia deles é tocar em Earls Court em Londres, festivais como Reading, Glastonbury, Oxygen, Download e Wireless. No festival de Michael Eavis, fundador e criador de Glasto (para os íntimos), realizado desde 1970 em sua fazenda no interior da Inglaterra, o palco Pyramid Stage é o palco principal, reduto dos artistas considerados t.b.s.e., favor ignorar a minha definição para esse reduto, mas é por aí mesmo, só quem merece tocar lá toca (talvez tenha uns que não mereçam tocar e eu não sei ainda).

O famoso palco Pyramid Stage
O famoso palco Pyramid Stage

O show do Kasabian só reforçou o que todo mundo (?) já sabia desde o começo : entraram no mundo da música de forma grandiosa e agora já estão gigantes, o próximo passo a ser dado é serem colossais (amo essas definições de grandeza). Espíritos interligados na relação banda-platéia de maneira como raramente se vê, ainda mais quando se trata num festival com mais de – pasmem e fiquem de queixo caído e grudado no chão – 700 atrações, número que ganha de lavada de inúmeros festivais europeus juntos. Só pra efeito de comparação : The Who passou pelo Pyramid Stage também nesse Glastonbury, é mole? Mas os rapazes de Leicestershire foram recebidos pelo público da melhor forma possível, parecia que só tinha fã de Kasabian. Tom Meighan e Serge Pizzorno fizeram algumas alterações nos arranjos que deixaram as músicas deles mais “espirituais” do que nunca (embora a banda tenha iniciado suas atividades em 1999, o primeiro álbum só saiu em 2004), numa parte fascinante durante a execução de “Empire” Meighan emenda : “Glastonbury SING IT!!!!”, a platéia devolve em uníssono : “We’re all wastin’ awaaaaaaaaay!”.

Rumores recentes dão conta que o Kasabian deve desembarcar em terras tupiniquins em Novembro, parte do festival Planeta Terra. Não sei até onde vai a fama e o buzz em torno deles aqui no Brasil, mas acredito que seja uma bela sacada seja lá de quem decidiu em trazer eles pra cá. Se por um lado quero (e muito) ver o show deles, por outro seria “legal” que poucas pessoas disputassem lugar na pista pra ver o show deles, d’you know what I mean? =D

PS.: Muito hype gira em torno de bandas mais conhecidas como The Good, The Bad and The Queen, Babyshambles, Dirty Pretty Things, Klaxons, The Horrors, The Editors, The View, The-Chega Dentcher El Sacow. Com exceção da última banda que existe no meu imaginário apenas, todas as outras tem mais cobertura do que merecem. O som é bacana, tem potencial, mas não é aquele som, falta ainda algo que eu não sei definir.





Alguém duvida ainda?

13 08 2007

A internet é o mundo que sonhavámos…onde a liberdade de expressão seria primordial, a timidez superada e nossa limitação seria praticamente nula tendo apenas o céu como limite, literalmente. Ainda não li um blog escrito da ISS (Estação Espacial Internacional), repito, ainda. Depois disso o universo que decidirá qual é a próxima fronteira a ser ultrapassada, algo como, morar em Marte? Acho que não, prefiro aquele planeta lá, aquele planeta que acontece de tudo, sabe? Aquele planeta que se sua tolerância pudesse ser medida em escala universal, ocupava o universo todo. Voltando ao que interessa : internet. Palavarinha inocente essa não? Bota inocência nisso. É muito complexo definir como a internet afetou, afeta e afetará a vida de todo ser humano que habita a terra, afinal, por mais que aparente estar em seu pico de atividade, nossa queridona ainda ta engatinhando, é a ponta de um iceberg, este que por sua vez não vai derreter nunca, só vai aumentar de tamanho.

Atualmente 1,1 bilhão de pessoas usam a internet, cerca de 17 % da população mundial. Tirando países em regime de ditadura, em que o conteúdo é bastante restrito e censurado para que a população não possa obter acesso a informações que os seus governantes considerem perigosos para legitimar sua ditadura (como se existesse uma contradição mais absurda do que, uma ditadura legítima), o acesso é ilimitado e sem nenhuma restrição. O que isso significa? Significa que o acesso ao conhecimento é ágil, é rápido, nem sempre é genuíno, mas uma coisa a internet mostrou porque (merece) e veio para ficar : a velocidade com que acontecimentos são repassados entre os usuários. Um piscar de olhos e só. Só não fica sabendo quem não quer.

A internet é como o purgatório : fica entre o céu e o inferno. Artistas que se consagram através da divulgação online de suas canções (exemplo mais recente que eu me lembre é o Arctic Monkeys) e no outro extremo pessoas que fazem cagadas (pra não dizer outra coisa) no mundo real, acabam tendo que ver a coisa se proliferar mais rápido que uma colônia de águas-vivas em alto mar. Um video polêmico publicado no YouTube será baixado por uma centena de usuários no instante em que for publicado, porque mesmo com todas os termos de serviço, há a possibilidade de tal video “sumir” de uma hora para outra, fora isso, não existe um “freio” na internet. Por que? Porque tudo fica armazenado. De 2000 (talvez até mais que isso) pra cá portais de notícias armazenam tudo, até “máquina” de voltar no tempo tem na internet.

Ninguém precisa ser escritor para divulgar seus textos, ninguém precisa ser músico para mostrar seu som, ninguém precisa ser chef para criar receitas novas e torná-las públicas. Afinal, tudo que eu exemplifiquei são apenas convenções. Não é de hoje que gente com talento absurdo acaba não sendo descoberta ou aproveitada por pura birra de empresários, gravadoras e instituições que se definem como sérias e comprometidas com sua responsabilidade no meio social. Enfim, Você pode ser o que quiser. Uma idéia na cabeça, um mouse na mão, teclado à frente e num estalar de dedos você mostra o que tem para oferecer.

Educação à distância e mais recentemente, trabalhar a partir de casa (não aqueles spams idiotas oferecendo grana pra quem coça o saco em casa). Sim, isso mesmo, nem precisa mais ir para o escritório. Uns podem argumentar que a internet afasta as pessoas uma das outras a medida que as aproxima no mundo virtual, mas como tudo na vida, isso é relativo. O cara acorda de manhã, pode estar cansado horrores, mas ninguém vai perceber nada, ele ta no sossego do lar dele, ainda com os trapos da noite anterior, mas com uma força básica vai conseguir trabalhar sem diminuir sua efetividade.

Esse purgatório chamado internet é referência padrão para qualquer passo dado. Seja na empresa, em casa, em frente à telinha, com os amigos, no shopping, na rua, no parque, no avião, em alto mar, no banheiro, na montanha, na ilha isolada que não tem um banheiro decente, mas tem acesso à internet. Se antigamente ler o jornal mostrava se uma pessoa era culta ou não, hoje a internet ocupa esse cargo. Todos tem a necessidade de mostrar que estão conectados. Comportamentos, atitudes, visões, decisões, prazos, rascunhos, possibilidades, oportunidades, verdades, mentiras, fatos, sentenças, tudo. A internet, poderosa pela própria natureza, alguém ainda duvida?





Mês de Agosto ou seria A gosto?

12 08 2007

Eu sou vidrado em separar sílabas, palavras ou qualquer termo que defina a descoberta de palavras dentro de palavras. Como sou nascido no mês de Agosto há alguns anos já vinha pensando em fazer as coisas a gosto, capiche? Voltando ao tema, o maravilhoso mundo das palavras é sensacional, porque se pararmos pra pensar, as mesmas palavras que falam de coisas ruins também podem falar de coisas boas, depende apenas de como são ordenadas e dispostas, claro que também há uma série de outros fatores que vão infinitamente aumentando as variáveis envolvidas nesse processo, mas pela segunda vez num post, voltarei ao assunto.

Só do primeiro páragrafo ai em cima da pra ter algumas sacadas : vilhoso, parece ser algum tipo de óleo transcedental; sensa e cional, dupla de escova de dentes que protagonizam a vida dura num banheiro; orde e nadas, ou seja, ordem alguma!; fatores, fatos que oram; infinita e mente, meio óbvio não? não, mentiras infinitas e uma mente sem fim (HA!); volta e rei, volta ae para o seu trono queridão!. Enfim, isso ai vai da imaginação, criatividade e loucura de cada um. O legal é que a medida que o post vai se produzindo, mais e mais “descobertas” podem estar sendo feitas, mas enquanto esse blog ficar no anônimato da blogosfera brasileira, eu mesmo farei o serviço. Se bem que não posso reclamar já que minha freqüência de postagem é inversamente proporcional às visitas de furacões na américa central no segundo semestre, todos os anos.

Tem cerca de 40 rascunhos armazenados aqui no blog, alguns textos bem longos, outros curtos mas bem desenvolvidos, mas que precisam ser revisados, outros que são simplesmente anotações, mas eu por algum motivo fico com receio de postar o que na minha concepção, possa ser considerado besteira. Creio que tenha haver com procrastinação, termo interessante, refere-se a adiar compromissos, tarefas, deveres, afazeres da vida cotidiana e, em se tratando de uma cidade como São Paulo, tudo é exponencialmente quadriplicado pelo estresse e caos que já fazem parte do cotidiano de qualquer paulistano.

O Marmota escreveu um post interessantíssimo sobre o assunto, deixando bem claro qual é de fato a coisa mais viciante no mundo dos entorpecentes : “Deixar as tarefas chatas e trabalhosas (ou mesmo as outras também) para a última hora pode trazer conseqüências graves, como estresse, fadiga ou crises de tensão e nervosismo. Exemplo máximo de procrastinadores vivem enfurnados em salas de aula: todos aprendem desde o primário as emoções maravilhosas e insubstituíveis do trabalho sob pressão. Entre tantas drogas que surgem nesse ambiente, essa talvez seja a mais viciante.

Essa atitude de procrastinar tem tudo haver com hábito, mas qualquer procrastinador que se preze sabe que ao mesmo tempo em que ele pode adiar para fazer seu TCC da faculdade para uma semana antes da entrega, por outro lado ele pode mudar seus hábitos da noite pro dia e, por mais que isso soe contraditório, creio eu que existe essa força sobrenatural dentro de cada procrastinador que habita nosso querido planeta. Procrastinadores : saibam que suas ações tem um prazo de validade e, infelizmente, esse prazo que se renova diariamente para as tarefas que surgem à nossa frente, não pode ser adiado, muito menos alterado.