Acho que essa frase resume a vida. Nascemos, aprendemos, experimentamos, vivenciamos, sentimos, sorrimos, pulamos, amamos, criamos, influenciamos, tocamos, mas algo que levamos o tempo todo conosco é a originalidade, e sermos nós mesmos nada mais é que manter essa chama acesa. Não acredito em forças sobrenaturais, divinas, esse tipo de coisa, mas acredito em karma. Acredito também que o destino é algo que cada um constrói por si mesmo, não é algo pré-definido, acredito também que é necessário acreditar, como assim? Tem que acreditar que algo vai dar certo, que tal coisa será assim, os otimistas andam de mãos dadas com os que acreditam. Acredito que um dia haverá paz mundial, essa paz não se resume às guerras pararem, isso é algo que devia ser encarado no dia-a-dia, as mais simples relações interpessoais. Díficil acreditar nisso tudo não? Carl Sagan me mandaria entrar numa piscina de ceticismo, pra ver se eu enxergo um pouco de realidade à minha frente.
Ah, mas se vocês soubessem o poder que os outros tem pra influenciar seus semelhantes, concordariam comigo, instantaneamente; mas o post não trata de fazer vocês concordarem comigo e sim entender meu ponto de vista. Da minha perspectiva, a gente tenta o tempo todo influenciar os outros, mesmo que a gente não perceba isso, é da natureza humana “impôr” seu ponto de vista e quando seu colega-de-raça (a.k.a outro ser humano) não concorda com seu ponto de vista, isso gera um conflito, sim, mesmo no tão bajulado termo de ‘Século XXI’, ainda há pessoas que entram de cabeça e tudo pra iniciar uma discussão selvagem, assim como há pessoas que conseguem discursar de maneira clara e convincente, usando argumentos que deêm uma sustentação válida para o que está sendo dito.
Afinal, a gente vive disso. Amamos socializar, conversar e fazer um troca-troca de idéias e ideais. E por que fazemos isso? Ironicamente, para descobrir perspectivas diferentes, opiniões diferentes, pontos de vista diferentes, mesmo que, no fundo no fundo, queiramos que nosso semelhante acabe (ou inicie) concordando conosoco e, nos dê a liberdade de dizer que ”rolou química”. Somos produtores de idéias, influenciados pelo ambiente onde fomos criados, onde crescemos e onde uma pequena parcela de nós deixa seu rastro de originalidade. E quem são os diretores (eu me pergunto)? Bem, se eu for para o campo da conspiração interplanetária, então a indústria cultural e a mídia de massa fazem o papel do diretor. Assustador pensar nisso, mas há uma luz no fim do túnel: o papel de diretor está convergindo para as nossas mãos, se é que já não convergiu. Este blog é a prova viva disso.
Não há um mísero leitor, mas a informação está dada. Está em modo de espera, de uma hora pra outra o cenário pode mudar e o número de pessoas que podem ter acesso a esse post é ilimitado, claro, se os servidores do Word Press agüentarem.
Essa é a era da produção de idéias e mais que isso, o compartilhar delas. Seja em busca de reconhecimento, satisfação pessoal ou simplesmente divulgação, todo mundo estará brigando para que sua idéia seja vista, seja lida, seja analisada e que gere novas idéias, não necessariamente geradas a partir dessa. Assim será nas relações interpessoais, uma mão lava a outra (ou suja dependendo do sujeito). Pensarei de forma positiva, acreditando nas pessoas e por incrível que pareça, não esperando nada em troca.
