Seja Você Mesmo

30 03 2008



urban hand shake

Originally uploaded by P Kinski

Acho que essa frase resume a vida. Nascemos, aprendemos, experimentamos, vivenciamos, sentimos, sorrimos, pulamos, amamos, criamos, influenciamos, tocamos, mas algo que levamos o tempo todo conosco é a originalidade, e sermos nós mesmos nada mais é que manter essa chama acesa. Não acredito em forças sobrenaturais, divinas, esse tipo de coisa, mas acredito em karma. Acredito também que o destino é algo que cada um constrói por si mesmo, não é algo pré-definido, acredito também que é necessário acreditar, como assim? Tem que acreditar que algo vai dar certo, que tal coisa será assim, os otimistas andam de mãos dadas com os que acreditam. Acredito que um dia haverá paz mundial, essa paz não se resume às guerras pararem, isso é algo que devia ser encarado no dia-a-dia, as mais simples relações interpessoais. Díficil acreditar nisso tudo não? Carl Sagan me mandaria entrar numa piscina de ceticismo, pra ver se eu enxergo um pouco de realidade à minha frente.

Ah, mas se vocês soubessem o poder que os outros tem pra influenciar seus semelhantes, concordariam comigo, instantaneamente; mas o post não trata de fazer vocês concordarem comigo e sim entender meu ponto de vista. Da minha perspectiva, a gente tenta o tempo todo influenciar os outros, mesmo que a gente não perceba isso, é da natureza humana “impôr” seu ponto de vista e quando seu colega-de-raça (a.k.a outro ser humano) não concorda com seu ponto de vista, isso gera um conflito, sim, mesmo no tão bajulado termo de ‘Século XXI’, ainda há pessoas que entram de cabeça e tudo pra iniciar uma discussão selvagem, assim como há pessoas que conseguem discursar de maneira clara e convincente, usando argumentos que deêm uma sustentação válida para o que está sendo dito.

Afinal, a gente vive disso. Amamos socializar, conversar e fazer um troca-troca de idéias e ideais. E por que fazemos isso? Ironicamente, para descobrir perspectivas diferentes, opiniões diferentes, pontos de vista diferentes, mesmo que, no fundo no fundo, queiramos que nosso semelhante acabe (ou inicie) concordando conosoco e, nos dê a liberdade de dizer que ”rolou química”. Somos produtores de idéias, influenciados pelo ambiente onde fomos criados, onde crescemos e onde uma pequena parcela de nós deixa seu rastro de originalidade. E quem são os diretores (eu me pergunto)? Bem, se eu for para o campo da conspiração interplanetária, então a indústria cultural e a mídia de massa fazem o papel do diretor. Assustador pensar nisso, mas há uma luz no fim do túnel: o papel de diretor está convergindo para as nossas mãos, se é que já não convergiu. Este blog é a prova viva disso.

Não há um mísero leitor, mas a informação está dada. Está em modo de espera, de uma hora pra outra o cenário pode mudar e o número de pessoas que podem ter acesso a esse post é ilimitado, claro, se os servidores do Word Press agüentarem.

Essa é a era da produção de idéias e mais que isso, o compartilhar delas. Seja em busca de reconhecimento, satisfação pessoal ou simplesmente divulgação, todo mundo estará brigando para que sua idéia seja vista, seja lida, seja analisada e que gere novas idéias, não necessariamente geradas a partir dessa. Assim será nas relações interpessoais, uma mão lava a outra (ou suja dependendo do sujeito). Pensarei de forma positiva, acreditando nas pessoas e por incrível que pareça, não esperando nada em troca.





Na Lata, Na Hora, No Momento

29 03 2008

 

Pois não? Pois bem. Sim. Não. Assim. Assado. Está bem. Não precisa, obrigado. Sendo assim, a gente volta a se falar amanhã, ou não, depende do meu e do seu humor. Na verdade, depende de uma série de fatores, que combinados, resultam nisso que a gente chama de: sintonia. Não tá entendendo aonde eu quero chegar? Coloque-se no meu lugar, assim você vai ampliar a visão.

 

Tanta filosofia pra dizer que hoje em dia o que falta nas pessoas é a bendita transparência, mas 99 % das pessoas irão discordar, dirão que há coisas que são impossíveis de serem ditas (somente adiadas). Então você vai empurrando com a barriga, até que essa coisa deixa de ser empurrada pelo estômago e entala na garganta, dá nas pessoas AQUELE nó. Aquela coisa que precisava ser dita, mas se precisava, por que não foi dita? Não importa o motivo. Não foi dita. Pode doer? Pode doer. Não significar que irá doer, depende muito da maneira que está sendo dita, mas fora isso, acredito que o orgulho tenha de ser deixado de lado, vai amenizar uma montanha de problemas e mais que isso, vai tornar relacionamentos pessoais, profissionais e passionais muito mais verdadeiros.

 

E se eu não estiver enganado, a gente gosta de ouvir coisas verdadeiras, não que a nossa felicidade esteja atrelada à essas coisas, mas é sempre bom estar com a mente esclarecida, sobre qualquer assunto. O post inteiro ficou nesse jeito abstrato, porque é justamente essa a sensação que a gente tem quando ouve algo e não entende e às vezes nem sabe porquê. Oportunidades vão pelo ralo porque o cidadão se eximiu de falar alguma coisa que poderia fazer a diferença entre ele estar empregado e na rua, estar namorando a sua mulher da vida e estar largado por aí, exagero? Por mim, mordo a língua com toda a força do mundo se eu estiver errado, mas até lá, farei minha parte em ser mais sincero com as pessoas que me rodeiam, para que, no mínimo, eu saia de uma roda de conversa com a consciência limpa e a sensação de dever cumprido.