Tão Atual

27 07 2008

Eu Etiqueta, por Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome… estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência, 
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.





O amor não ensina, dá uma surra.

26 07 2008

As estatísticas não mentem: o amor é o assunto mais explorado pela humanidade, e nota-se algo, quanto mais a gente fuça nele, mais descobre que ele não tem nenhum padrão a ser seguido. Independente da quantidade paradoxal do modus operandi do amor, todos querem que o seu caso seja único, diferente dos demais. Diferente, principalmente no que diz respeito aos erros que outros casais cometem. A grande merda está no fato dos casais conseguirem se reinventar mais que a indústria automobílistica nesse quesito, e quanto mais as relações se reinventam, mais erros fresquinhos são criados/descobertos. Trocando em miúdos, a quantidade de erros que se têm numa relação não cabe nem na Wikipédia. (um número relativamente alto e contando…)

Mas peraê, pra que essa insistência toda nos erros? Ah sim, claro, não há um manual do amor. Ah não? Uma breve busca no Submarino revela que há 1864 livros a respeito do tema. Garanto que as bobagens descobertas numa relação sempre estarão à frente desse número, sem esforço algum. Ao contrário do que muitos casais pensam, berrar não é humano. Então, vem aquela tônica nostálgica e altamente emocional da garota apaixonada (com os olhos brilhando) dizendo que, faz parte. Mergulhar de cabeça nesse tal de amor é um negócio arriscado, mais do que aqueles contratos de 2 anos com operadoras de celular. Você até têm uma certa noção do que o pacote inclui, mas nunca sabe o que está nas entrelinhas, porquê, no ramo das telecomunicações, obrigam as empresas a colocar isso, já naquele outro ramo…a gente descobre no tapa mesmo ou com uma joelhada no saco.

Romper esse contrato? No caso da televisão a cabo, se for antes do término, há aquela multa recisória que dói um pouco no bolso, mas depois passa. Vá tentar romper esse “contrato” (espiritual?) com a querida do coração, e pelo que tudo indica, esse contrato tem sim um prazo de validade; o único problema é que são elas que estipulam-no quando dá na telha. O certo é que, a multa recisória desse outro contrato dói bem mais do que uma simples multa de televisão por assinatura. Se a preocupação for em relação a ter magoado a outra pessoa, isso eu afirmo com convicção: dos males, o menor. Já o maior é parecido com termos que astrônomos geralmente usam para determinar grandezas, para eles, galáxias belas em fotografias espaciais; para os que decidiram fazer a quebra de contrato porque já não agüentam mais pentelhações e seus derivados, sua galáxia se resume ao seu bairro (ou a sua cidade) e seu nome torna-se tipo um buraco negro, mas que só atrai problemas.

Felizmente, as jumentadas que eu fiz, foram, mais ou menos perdoadas.

À essa altura do campeonato, eu devo ter pisado na bola inúmeras vezes, falado um monte de coisas que não devia. O único problema é que eu nunca fiquei sabendo realmente do que se tratava a cagada. Se fosse um mero ponto de interrogação, relacionado a apenas um mísero erro, tudo bem, dane-se. Todavia, quanto mais eu penso nisso, mais o cérebro fica remoendo essa idiotice e chegando em conclusões absurdas, sem sentido. Tô literalmente levando uma surra mental. O(s) motivo(s)? Tenho lá minhas especulações, que, não passam de especulações. Trocando em miúdos: não aprendi nada até agora e provavelmente vo errar muito ainda. Espero que para cada erro, um aprendizado, não uma surra (mental).

Créditos: flickr da re.biscoito





Mercado da Web

16 07 2008

O tema em pauta no momento é, questionar se os blogs, tem credibilidade (ou não) para difundir informações tanto quanto à imprensa tradicional (“profissionalizada”, remunerada, jornalística, etcetera e etcetera). Pois bem, como os blogs não surgiram ontem e a imprensa escrita (e impressa), adora usar termos como: há anos, vem realizando, trabalho jornalístico, imparcial; para justificar a legitimidade e autenticidade de suas reportagens, porque não angariar estes mesmos termos aos blogs? Afinal, o que diferencia um blog conhecido de um portal de notícias é o que chamamos de, conteúdo. Mas, juntamente com esse conteúdo, vem uma série de elementos que nos fazem pensar à respeito; vejamos: este recheio, é de qualidade? quem é o consumidor deste conteúdo? este participante tem a possibilidade de dar palpite? Até onde minha memória vai, caixas de comentários foram implantadas inicialmente em blogs. 

Desde a polêmica guerrinha-virtual entre estadão x blogueiros até a mais recente causa entre, bluebus x blogueiros, nota-se uma coisa em comum: os blogueiros são e serão questionados continuamente. Claro que os blogs vem tomando espaço da mídia tradicional, embora alguns prefiram resguardar-se e dizer que, ambos os meios complementam-se. Tudo bem então, deêm-se os dedinhos e façam as pazes. Portais de notícias fazendo suas cagadas ocasionais, indo desde meros erros de ortografia, passando por pseudo-furos-de-reportagem que no final se desdobram numa tremenda irresponsabilidade por parte da equipe jornalísitca da página em questão, chegando em divulgação de notícias que se dão através do chamado ele-divulgou-eu-divulgo-também e descobrindo que divulgaram nada com nada. Com tantos vulgos no meio, o pseudônimo desses jornais acaba virando, cornus mansus.

Se antes, o que diferenciava um jornal de grande circulação com portal online de um blog, era sua capacidade de penetração na sociedade, agora este cenário está mudando. Porquê, quando se trata de jogar a culpa sobre um jornal por algum motivo qualquer, usa-se o argumento de que, é um veículo de comunicação de massa e portanto, deve ser usado com responsabilidade, para que, as massas não se toquem de que são massas. E os blogs onde entram nisso? Afinal, tem blog por aí que têm mais acessos que muitos portais de notícias. Isto cutucou as redações do país. Cutucou a tal ponto de chamarem uma agência publicitária para mostrar os blogueiros como sendo, lunáticos-mentirosos. O tiro saiu pela culatra.

Haverá um tempo onde, referência de veracidade e informações-em-primeira-mão virão dos blogs, coisa que já está acontecendo, mas ainda dexia uma grande parcela de internautas com um pé atrás antes de depositar toda sua confiança na blogosfera brasileira. Blogs e blogueiros já provaram seu valor, o que está em contínua valorização é a fidelidade de leitores e o boca-a-boca gerado por tais páginas, levando alguns blogueiros à se dedicar exclusivamente para seu blog, com alguns exemplos de gente que paga as contas do fim do mês graças ao seu blog (e ainda sobra). Incentivos não faltam, o Google que o diga. O alerta fica para aqueles que querem inverter a ordem natural das coisas, como por exemplo, querer que tenham leitores antes de ter conteúdo original de qualidade no ar.

Para comunidades bloguísticas tupiniquins, o auge aparenta estar próximo de ser alcançado. Eu ainda acho que há um vasto lugar para crescimento, em todos os sentidos. A começar por blogs que serão alçados futuramente por empresários, tal qual jogadores são no mundo da bola. Questão de tempo? Pouco tempo na minha opinião. Chegará o dia em que blogs serão negociados à la ‘janelas de transferência’ européias? Blogueiros sendo os jogadores, seus leitores sua torcida o blog em si o time em questão. Acredito que o nível dos blogs, no que diz respeito à conteúdo, dá de lavada em qualquer portal de notícias. Por que isso? Oras, segmentação. Não naquele sentido puro do marketing, porquê, mega-portais também são segmentados, mas há um ”muro de concreto” separando jornalistas que redigem para grandes jornais e blogueiros com uma avenida inteira livre à sua frente, expondo suas opiniões sem nenhum editorial por trás enchendo o saco.

A linguagem dos blogs, aquele jeitão que tende mais para verdadeiro do que pra desencanado, conquista leitores não pelo fato de transparecer uma certa intimidade com eles, mas pelo simples motivo de falar o que tem de ser dito, sem enrolação, sem limites. Pois bem, que continue assim.





A Origem de (Quase) Tudo

8 07 2008

Dentro de um mês, um equipamento ignorantemente gigantesco será acionado num local a 100 metros abaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça. O “monstrinho” carrega o nome de Large Hardon Collider ou simplesmente, LHC. Trata-se do maior acelerador de partículas já construído. Seis bilhões de doláres e uma década e meia depois, a mamata tá pronta. Você se pergunta, mas o que isso tem a ver com ‘a origem de tudo’? Bem, a idéia é recriar os primeiros zilionésimos de segundo que deram origem à tudo que conhecemos hoje. Literalmente falando, eles vão recriar o Big Bang e assim, vão poder analisar minuciosamente cada átomo, partícula, sub-partícula, etc que darão as caras no experimento (ou não). 

Saca só do que eu tô falando:

LHC ou Atlas
Fotozinha medíocre da porra, preciso achar algo mais colossal

Esses cientistas pentelhos querem encontrar um troço carinhosamente apelidado de Higgs boson, que pelo o que eu entendi é o seguinte: toda a matéria que a gente conhece hoje, ela não tá aí à toa, flutuando pelo espaço livremente como a gente costuma pensar, esse nome aí, claro, foi uma homanagem ao cientista Paul Higgs que foi o primeiro a teorizar sobre o que conecta/liga/conversa entre a matéria e o que forma essa matéria. Segundo a teoria de P. Higgs, a matéria só é matéria, só consegue ser algo concreto e sólido porque ela mantém contato com um campo que existe no espaço e faz a mágica acontecer. Ou seja, tudo que a gente enxerga, só está no estado que está porquê mantém um “contato” com esse campo invisível a olho nu. E é exatamente esse campo que a mulecada quer detectar no experimento.

O “único” problema com o acionamento do LHC é que algumas organizações, diga-se de passagem, Governos e Instituições de Ensino, temem que ele irá gerar buracos negros. No documentário que eu assisti, um dos bambambam’s do projeto, afirma categoricamente que a chance disso acontecer é quase nula. Ele diz que se algum buraco negro for produzido, ele irá se dissipar conforme o evento for acontecendo. E se não se disspar? Bem, aí estamos todos fodidos. Esse quase pode significar a extinção da humanidade, do mundo, de tudo. Paradoxal nós mesmos produzirmos uma coisa que pode levar ao nosso próprio fim. Se bem que o LHC está em boas mãos, ao contrário de outros exemplos que podem exterminar o mundo mais de uma vez, como bombas atômicas e bombas de hidrogênio.

Quando um país inteiro entra com uma ação legal para impedir que o experimento vá pra frente, aí tem pano pra manga, muito pano. É bem simples na verdade, se um buraco negro surgir, basicamente vai engolir o planeta inteiro, pronto, falei. Alguém aí já aprontou as malas para a lua, marte?

Como o próprio nome sugere, haverá colisões ocorrendo durante o experimento. Eles vão acelerar partículas que irão se colidir, cara-a-cara e assim gerar sub-partículas atômicas, sub-isso e sub-aquilo e assim por diante. O formato do LHC é de um círculo, com 27 quilômetros de extensão. Então tudo que for acelerado por lá, claro, tem de ficar lá, por isso a construção a 100 metros abaixo do solo e dessa forma circular. Outros equipamentos deste tipo já foram construídos antes, mas nenhum com tamanha engenhosidade e tecnologoia quanto este.

Por que o experimento é importante? Para leigos como eu no assunto, é uma fascinação por si só. Mas pra galera que estará lá, in loco, analisando os dados colhidos, vai ser uma ereção múltipla generalizada. Exageros à parte, vai ser sensacional ver os resultados que serão produzidos com essa engenhoca. Trocando em miúdos, eles vão poder repetir o experimento quantas vezes quiserem e acharem necessário, algo como ter gravado num VHS o que pode ter sido o Big Bang, e assistir ele repetidas vezes. Vai ser um recomeço, literalmente, o início do início.

PS.: Aquele Higgs boson que eu mencionei, tem outro nome também, The God Particle.





Cinco minutos de ouro

5 07 2008

Em poucas palavras, o cidadão aí embaixo, um “tal” de Seth Godin, considerado o maior guru do marketing, tem algo para dizer sobre a vida, visões, fundamentalismo e o mais importante de tudo: a curiosidade.





Não Importa, Jamais Importará

4 07 2008

Ao contrário do que diz o anúncio na televisão, reconhecimento não vem, nem com o tempo. Aos prantos, você se vê no meio de uma situação, na qual, nunca sequer passou pela sua cabeça ter estado. A vida carrega uma série de elementos que nos fazem pensar. E às vezes, por pensar em demasia, deixamos de agir. Às vezes cumprir a sua parte não é suficiente, talvez nunca seja. A vida só serve para os pacientes. Aqueles que tem paciência de agüentar cada tranco, de ouvir cada pranto, de seguir em frente mesmo que nada pareça estar dando certo. Não é nem uma luz no fim do túnel, é uma luz no meio do nada, uma luz interior que a gente precisa confiar nela, mesmo que (paradoxalmente) de maneira cega.

Ir além do limite já não satisfaz mais ninguém, porque este ninguém não enxerga além do limite. Se recusa a enxergar e culpa os outros. Porquê, no fim do dia, não importa o quanto você se esforçe, tenha suor espalhado pelas roupas, seu esforço e sua dedicação não serão reconhecidos, não serão remunerados, não serão sequer, notados. E nessa brincadeira que chamamos de vida, seus atos, ao invés de serem ao menos vistos, serão julgados. Você batalhou para ter as melhores intenções, correu e percorreu distâncias inacreditáveis, mas tudo isso parece se resumir à distância que separa seus olhos de seu umbigo. Você é visto como egocêntrico, como irresponsável, como um vagabundo que vaga por aí sem ter objetivo algum na vida. Os porquês você acaba compreendendo muito tempo depois, embora, no fundo no fundo, já sabia que tudo que você faz, tem de ser feito pra você. Porquê quando você faz pelos outros, espera ouvir um afago, sabe que pensou pelo coletivo, mas mesmo assim, você não fez o suficiente, ou sequer fez; o coletivo te julgou individualista e não há modo algum de você provar que pensou no todo.

Junte os cacos, os gritos, as ameaças, os seus gritos, a sua revolta e transforme eles em meros percalços. Percalços que contraditoriamente, te servirão de motivação para o futuro. Quanto mais cedo você perceber que a vida é uma puta de uma contradição, mais cedo e melhor vai entender como usá-la a seu favor, sim porquê, deixar essa contradição à sua condição inerte, vai acabar produzindo resultados inversos. Motivação quando vem de fora, faz a gente se sentir bem, quando vem de dentro, faz a gente se sentir único, pois é a motivação que depende exclusivamente de nós mesmos. Num mundo hipócrita que preza pela coletividade, a única certeza é que o egoísmo é uma virtude, que precisa ser constantemente colocada em primeiro plano, para que cada hipócrita junte-se ao seu coletivismo e veja como ele não funciona.

Quando o topo for alcançado, não será necessário o julgamento de ninguém para que você saiba que está e que chegou lá. Nessa hora, tudo vai acabar fazendo sentido e vai fazer sentido somente para você. A libertação em si de todas as convenções sociais, vai falar por ela mesma. Egoísmo nada mais é do que se preservar e o conceito da palavra, injustamente deturpado, jamais mudou, somente a sonoridade da palavra que tornou-se negativa. O verdadeiro ideal é o reconhecimento próprio, já que o externo está em escassez, simplesmente pelo fato de que, sempre duvidamos de um elogio, não sabemos se é sincero ou não. Que a motivação seja intrínseca e que a força se faça necessária apenas para seguir adiante, jamais para retrucar provocações e julgamentos que virão pelo caminho. Neste momento de extrema raiva, me vejo, mais do que nunca, abastecido de uma garganta rouca e de uma mente sã, embora em chamas, mas irei o mais fundo que precisar para encontrar solenidade e calmaria. Já basta viver numa cidade frenética como essa.

Não se faz mais necessário nenhuma pesquisa para comprovar que tensões psicológico-emocionais, provocam danos fisiológicos. Preserve sua alma e assim, preservarás seu corpo, afirmo isso em alto e bom som. A alma é o cerébro e o corpo ao mesmo tempo. Precisa-se literalmente blindar eles de quaisquiser bobagens vindas desse mundo de merda, porquê, nenhum deles merece escutar a quantidade de bosta que eu ando escutando. E lá vem a ironia dar o ar da graça, essa blindagem tem que vir do próprio cérebro. Parei.