O amor não ensina, dá uma surra.

26 07 2008

As estatísticas não mentem: o amor é o assunto mais explorado pela humanidade, e nota-se algo, quanto mais a gente fuça nele, mais descobre que ele não tem nenhum padrão a ser seguido. Independente da quantidade paradoxal do modus operandi do amor, todos querem que o seu caso seja único, diferente dos demais. Diferente, principalmente no que diz respeito aos erros que outros casais cometem. A grande merda está no fato dos casais conseguirem se reinventar mais que a indústria automobílistica nesse quesito, e quanto mais as relações se reinventam, mais erros fresquinhos são criados/descobertos. Trocando em miúdos, a quantidade de erros que se têm numa relação não cabe nem na Wikipédia. (um número relativamente alto e contando…)

Mas peraê, pra que essa insistência toda nos erros? Ah sim, claro, não há um manual do amor. Ah não? Uma breve busca no Submarino revela que há 1864 livros a respeito do tema. Garanto que as bobagens descobertas numa relação sempre estarão à frente desse número, sem esforço algum. Ao contrário do que muitos casais pensam, berrar não é humano. Então, vem aquela tônica nostálgica e altamente emocional da garota apaixonada (com os olhos brilhando) dizendo que, faz parte. Mergulhar de cabeça nesse tal de amor é um negócio arriscado, mais do que aqueles contratos de 2 anos com operadoras de celular. Você até têm uma certa noção do que o pacote inclui, mas nunca sabe o que está nas entrelinhas, porquê, no ramo das telecomunicações, obrigam as empresas a colocar isso, já naquele outro ramo…a gente descobre no tapa mesmo ou com uma joelhada no saco.

Romper esse contrato? No caso da televisão a cabo, se for antes do término, há aquela multa recisória que dói um pouco no bolso, mas depois passa. Vá tentar romper esse “contrato” (espiritual?) com a querida do coração, e pelo que tudo indica, esse contrato tem sim um prazo de validade; o único problema é que são elas que estipulam-no quando dá na telha. O certo é que, a multa recisória desse outro contrato dói bem mais do que uma simples multa de televisão por assinatura. Se a preocupação for em relação a ter magoado a outra pessoa, isso eu afirmo com convicção: dos males, o menor. Já o maior é parecido com termos que astrônomos geralmente usam para determinar grandezas, para eles, galáxias belas em fotografias espaciais; para os que decidiram fazer a quebra de contrato porque já não agüentam mais pentelhações e seus derivados, sua galáxia se resume ao seu bairro (ou a sua cidade) e seu nome torna-se tipo um buraco negro, mas que só atrai problemas.

Felizmente, as jumentadas que eu fiz, foram, mais ou menos perdoadas.

À essa altura do campeonato, eu devo ter pisado na bola inúmeras vezes, falado um monte de coisas que não devia. O único problema é que eu nunca fiquei sabendo realmente do que se tratava a cagada. Se fosse um mero ponto de interrogação, relacionado a apenas um mísero erro, tudo bem, dane-se. Todavia, quanto mais eu penso nisso, mais o cérebro fica remoendo essa idiotice e chegando em conclusões absurdas, sem sentido. Tô literalmente levando uma surra mental. O(s) motivo(s)? Tenho lá minhas especulações, que, não passam de especulações. Trocando em miúdos: não aprendi nada até agora e provavelmente vo errar muito ainda. Espero que para cada erro, um aprendizado, não uma surra (mental).

Créditos: flickr da re.biscoito


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