É bem isso. Temos um astro reluzente que decide iluminar apenas algumas pessoas nesse mundão. Ah mas vá a merda. Pura bobagem. Mentira. O sol ilumina geral, só quem não quer ver isso que fica implicando. E quem disse que ser iluminado é uma coisa boa? O sol nem percebe, mas acaba botando os holofotes em idiotas. Mas eu tinha dito que ele ilumina todo mundo, não? Sim, mas os idiotas se destacam em meio aos gênios. Como fazer para se destacar em meio a um oceano de idiotas iluminados? Tapar o sol com a peneira? Vai deixar de iluminar apenas alguns idiotas. Então o quê fazer? Se tornar um idiota também? Não né. O que fazer porra? Mas que caralho, como é que eu vou saber? Não sou um iluminado, nem um idiota, muito menos um gênio. Gênio é o idiota que se passa por gênio no meio de um monte de idiotas que estão conformados em serem idiotas. Pronto, taí a resposta.
PS.: O engraçado é que o idiota, para se conformar em ser idiota ele precisa consentir isso, ou seja, precisa estar ciente de que é um idiota. Portanto, para cada idiota que for dar uma de gênio, teremos um número proporcional de gênios esquecendo que são idiotas. A distância entre o gênio e o idiota é de uma sinapse. E o gênio consente que é gênio precisamente de qual maneira? Com um monte de idiotas falando que ele é gênio. Pelo simples fato do número de idiotas sempre superarem o número de gênios. No dia que a proporção de gênios e idiotas se inverter, a cura da AIDS vai aparecer, o carro vai ser movido a eletricidade, a morte será uma coisa opcional, o mundo será um lugar melhor, a pobreza acabará e o mundo viverá em harmonia para sempre. Mas você não precisou ser um gênio para saber disso né?